Em uma tentativa de combater a crescente situação de abandono e sofrimento animal no município, o vereador Paulo Carqueija (PSD) reapresentou, pela segunda vez neste ano, um requerimento cobrando do Poder Executivo a realização de um mutirão de castração de cães e gatos. A iniciativa visa articular uma força-tarefa que una o poder público, clínicas veterinárias, entidades protetoras e profissionais autônomos.
A proposta não se limita a um procedimento cirúrgico pontual. O plano é promover buscas ativas nos bairros que concentram o maior número de animais abandonados, indo além do atendimento espontâneo e levando o serviço até as comunidades mais vulneráveis. O objetivo é duplo: controlar a reprodução descontrolada e atender famílias de baixa renda que desejam esterilizar seus animais de estimação, mas não têm condições financeiras para isso.
O pedido do parlamentar nasce de um cenário que se repete com frequência alarmante. Seu gabinete tem sido procurado semanalmente por moradores, voluntários e grupos de proteção animal, que relatam casos de abandono, doenças, maus-tratos e o aumento descontrolado da população de animais nas ruas. Para Carqueija, a cidade vive uma crise que exige uma resposta estruturante.
“A castração é uma ferramenta de cuidado, não de punição. Ela controla a população de forma humanitária, evita doenças e reduz o ciclo de sofrimento que vemos nas ruas”, afirmou o vereador. Ele defende que a ação é a forma mais eficaz e ética de interromper o ciclo de abandono, que se perpetua com cada nova ninhada indesejada.
Combate à Invisibilidade e Responsabilidade Coletiva
Carqueija ressalta que muitos animais em situação de vulnerabilidade são “invisíveis” para as políticas públicas convencionais. “Precisamos ir onde eles estão, identificar riscos e atuar junto à comunidade. Só assim quebraremos esse ciclo”, destacou, referindo-se às estratégias de busca ativa.
Ao reapresentar a proposta, o vereador fez um apelo à responsabilidade coletiva e à capacidade do município em resolver o problema. “A proteção animal é uma responsabilidade coletiva. Ilhéus tem condições de assumir esse compromisso, basta vontade política e organização”, pontuou.
A expectativa agora é que a Prefeitura de Ilhéus acolha a proposta e mobilize os recursos e parcerias necessários. Se realizado, o mutirão representará mais do que um simples serviço de saúde veterinária; será um gesto concreto de respeito à vida e um fortalecimento do vínculo entre o poder público e a comunidade, na luta por uma cidade mais acolhedora e responsável para todos os seus habitantes.
Fonte: Blog Agravo
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