A expressão “fundo do poço” representa o estágio mais profundo de uma crise. É quando nos perguntamos: como chegamos até aqui? Muitas vezes, isso acontece quando deixamos de dialogar, politizamos questões técnicas e agimos sem planejamento ou articulação coletiva.
É assim que se encontra hoje a nossa região cacaueira: fragilizada e sem unidade para enfrentar os desafios da cacauicultura. Protestos e paralisações de rodovias têm sido realizados como se fossem solução definitiva, mas medidas isoladas com soluções simplistas ou discursos populistas não resolvem problemas estruturais.
Afinal, qual é o verdadeiro problema? A importação? A indústria? O governo? O banco? O mercado? Ou a baixa produção? A resposta é simples: o problema é coletivo. A cadeia produtiva do cacau é interdependente, e nenhum setor superará a crise sozinho.
Se a questão é preço, o debate deve ser feito no mercado. Se é crédito, junto às instituições financeiras. Se é importação, nos órgãos competentes. Se é consumo, é preciso ampliar mercados e incentivar o consumo de chocolate. Cada tema exige o fórum adequado e estratégia consistente.
Soluções fáceis não existem. Medidas paliativas podem gerar efeitos momentâneos, mas não resolvem a raiz do problema. O momento exige inteligência, planejamento e cooperação entre todos os elos da cadeia produtiva.
A região cacaueira só sairá do fundo do poço com diálogo, organização e fortalecimento do consumo e da produção. É com união e estratégia que voltaremos ao topo.
Artigo de Opinião.
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